imagem agua1.png

PROGRAMA

 

O CONHECIMENTO AO SERVIÇO DA TÉCNICA E DA CULTURA

Na manhã do dia 26 de novembro de 2021 realizar-se-ão seis visitas, nomeadamente:

 

1 - BARRAGEM DE ODELOUCA

 

A albufeira da Barragem de Odelouca tem como objetivo o fornecimento de água para abastecimento público à Região do Algarve, com elevados padrões de qualidade e garantia. É a principal origem de água do Algarve, em articulação com um conjunto de outras origens de água superficiais e subterrâneas, permitindo à Águas do Algarve efetuar uma gestão integrada dos recursos hídricos.

 

Além do corpo da barragem propriamente dito, o Empreendimento Hidráulico de Odelouca inclui também o Túnel Odelouca-Funcho e uma estrutura de regulação de caudais, assim como um conjunto de órgãos de segurança e de exploração, dos quais se destacam o descarregador de superfície, as descargas de fundo e de caudal ecológico e as duas estruturas de tomada de água. 

 

A água armazenada na albufeira é encaminhada pelos 8 km do Túnel Odelouca-Funcho, até ao adutor Funcho - Alcantarilha, 200 m a jusante da Barragem do Funcho, seguindo neste adutor por mais 12 km, até à Estação de Tratamento de Água de Alcantarilha, onde é submetida a um processo de tratamento adequado, para que possa depois ser distribuída, em alta, aos municípios do Algarve. 

 

O investimento da Águas do Algarve no Empreendimento Hidráulico de Odelouca foi da ordem dos 80 milhões de euros, dos quais 15% foram dedicados à componente ambiental e de valorização do património. 

VISITAS

AdA_BarragemOdelouca_2021FEV_019.jpg

3 - ETAR DA COMPANHEIRA

 

A nova ETAR da Companheira está dimensionada para tratar um caudal de 32 061 m3/dia em período de época alta e tempo húmido, correspondente a uma população equivalente a 140 092 habitantes, estimada para o ano horizonte de 2037. 

 

Com a implementação do projeto na sua globalidade, para além do objetivo do desenvolvimento da região, houve um propósito de melhorar a qualidade da água na Ribeira de Boina e, consequentemente, no Estuário do Rio Arade. Por outro lado, a requalificação ambiental permite aumentar a sustentabilidade do espaço, quer a nível da fauna quer a nível da flora, num equilíbrio entre a criação de habitats na comunidade faunística, com o intuito de atenuar o impacte visual que a estrutura da ETAR pode causar na paisagem envolvente, através da recuperação paisagística de toda a área de intervenção, enquadrando esta nova unidade na paisagem existente. 

 

O terreno apresenta uma área de intervenção aproximadamente de 38 000 m2, para a implantação necessária da estrutura da ETAR, incluindo edifícios, equipamentos, arruamentos e áreas verdes de integração e enquadramento.

 

O efluente tratado é descarregado na Ribeira de Boina, afluente do rio Arade, em zona já integrada no estuário do Rio Arade. Na área de influência da descarga do efluente final da ETAR identificaram-se como principais usos do meio hídrico recetor o predomínio de duas atividades, designadamente, a atividade balnear e a atividade conquícola. A qualidade do efluente tratado teve em conta as características do meio recetor, em particular a eventual existência de meios hídricos sensíveis, aos quais podem estar associadas utilizações de água exigentes, que impliquem requisitos de qualidade específicos. Assim, foi adotado um nível de tratamento superior ao secundário, com a inclusão da desinfeção para a totalidade do efluente. 

Cortesia:

Alcantarilha_ETA.jpg

2 - ETA DE ALCANTARILHA

 

A ETA de Alcantarilha trata água superficial proveniente da albufeira de Odelouca (desde 2012) e água subterrânea proveniente das captações de Vale da Vila e de Benaciate. A adução de água superficial à ETA de Alcantarilha efetua-se graviticamente, através de uma conduta com 2,5 m de diâmetro e cerca de 12 km de extensão desde o Túnel de Odelouca.

 

Esta ETA situa-se a cerca de 10 km de Silves e a 12 km do Túnel Odelouca, junto à localidade de Alcantarilha - Gare. A sua construção iniciou-se em outubro de 1998 e concluiu-se no final de 1999.

 

A sua capacidade máxima de produção é de 259 000 m3/dia, correspondente a um caudal de 3 m3/s e equivalente a uma população de 620 000 habitantes, prevista para o ano de 2025. Devido ao carácter flutuante da população a servir, a ETA é constituída por três linhas de tratamento em paralelo, por forma a responder às necessidades de abastecimento de água, tanto em época alta como em época baixa.

 

A água tratada nesta ETA destina-se à distribuição em alta aos concelhos de Albufeira, Aljezur, Lagoa, Lagos, Monchique, Portimão, Loulé (Oeste e Norte), Silves e Vila do Bispo, podendo, se necessário, através da Estação Elevatória Reversível, abastecer também os municípios de Faro, Olhão e Tavira.

 

O esquema geral de tratamento foi concebido para dar resposta a situações adversas, no que respeita às variações da qualidade da água captada na origem, de forma a garantir a qualidade e segurança necessária da água destinada ao consumo humano.

guas-do-algarve-1200x346.jpg
ETAR_companheira_DJI_0642.jpg
Geoparque Algarvensis (4).jpg

4 - GEOPARQUE ALGARVENSIS

 

O aspirante Geoparque Algarvensis Loulé-Silves-Albufeira a Geoparque Mundial da UNESCO é uma área territorial com limites bem definidos que, possuindo um património geológico de grande relevo a nível nacional e internacional, alia uma estratégia de geoconservação, e um conjunto de políticas de educação e sensibilização ambiental, à promoção de um desenvolvimento socioeconómico sustentável baseado em atividades de geoturismo que envolvem as comunidades locais, contribuindo para a valorização e promoção dos produtos locais.

 

Oficializado em 2019 como aspirante a Geoparque Mundial da UNESCO junto da Comissão Nacional da UNESCO, é membro observador no Fórum Português de Geoparques, tendo iniciado de imediato um trabalho de sensibilização junto das populações locais sobre o conceito de Geoparque em todo o seu território, e estando a preparar o dossier de formalização da respetiva candidatura à rede Mundial de Geoparques da UNESCO.

 

O aspirante Geoparque Algarvensis é um território identitário, inspirador, transformador, de pertença, que convida a visitar, fixar e investir, de forma consciente e em harmonia com os valores naturais e culturais presentes. É, em suma, uma maneira feliz de estar e de viver o território, legando-o às gerações vindouras!

mina-sal-gema-loule.jpg

5 - MINA DE SAL-GEMA

 

A Mina de Sal-Gema é a única das minas subterrâneas ativas, em Portugal, que é visitável, embora lavrando a 230 m de profundidade, i.e., a 30 m abaixo do nível médio das águas do mar.

 

A exploração dos sais de cloreto de sódio iniciou-se na segunda metade do Século XX, sendo hoje constituída por cerca de 40 km de galerias subterrâneas. Estes sais, como outros sais e minerais de precipitação, resultam da evaporação de água salgada em ambientes marinhos quentes e relativamente pouco profundos, que se formaram durante o início do regime tectónico distensivo, associado à fracturação da Pangeia e posterior abertura do Oceano Atlântico. Assim, durante o Triásico superior-Jurássico inferior, depositaram-se as sequências evaporíticas de sal-gema (Halite), anidrite e gesso, com intercalações de argila e de material Vulcano-sedimentar.

 

Posteriormente, a pressão exercida sobre as camadas de sal pelas rochas carbonatadas que se depositaram a seguir, bem como as movimentações tectónicas, levaram a uma lenta deslocação do sal em direção à superfície, chegando a formar verdadeiros domos de sal no meio das rochas encaixantes. A estes domos dá-se o nome de diápiro e é graças à existência de um desses diápiros de sal por baixo da Cidade de Loulé, que esta mina se pode desenvolver.

 

logoLC+brasao.png
passadicos.jpg

6 - PARQUE NATURAL DA RIA FORMOSA

 

O Parque Natural da Ria Formosa é a maior e mais importante zona húmida do Algarve, situando-se entre o Ancão (Concelho de Loulé) e a Manta Rota (Concelho de Vila Real de Santo António). Estendendo-se ao longo de 60 km de costa, ocupa uma área de 18 400 ha, dos quais 893 pertencem ao Concelho de Loulé. A maior parte desta área protegida corresponde ao sistema lagunar da Ria Formosa, um cordão de ilhas e penínsulas arenosas que se estendem paralelamente à costa, protegendo, assim, uma laguna onde se desenvolve um labirinto de sapais, canais, zonas de vasa e ilhotas.

 

É uma área de grande importância, pois apresenta uma elevada variedade de habitats aquáticos e terrestres.

 

A Ria abriga e alimenta organismos aquáticos, nomeadamente peixes sedentários e migradores, e é o habitat privilegiado de moluscos e crustáceos, principalmente como zona de reprodução e alimentação. Pode-se ainda encontrar espécies como o camaleão (Chamaeleo chamaeleon), espécie ameaçada e cuja distribuição em Portugal está confinada ao litoral do sotavento algarvio, pinhais da orla costeira e ilhas-barreira, e o caimão comum ou galinha-sultana.

 

Em relação à avifauna, esta área é considerada de grande importância nacional e internacional: a Ria Formosa é um importante albergue para as aves migradoras oriundas do norte e centro da Europa, assim como local de nidificação de muitas espécies de aves. 

 

A nível da flora, o destaque vai para a vegetação das dunas, composta por plantas que se conseguem fixar nas areias em condições difíceis, como a Ammophila arenaria (estorno) e a Otanthus maritimus (cordeirinhos da praia), e do sapal, um dos ecossistemas mais produtivos do planeta, onde as plantas são únicas pela sua capacidade de sobrevivência em meio salgado, e onde podemos encontrar, por exemplo, “prados” de Spartina marítima.

 

Na área do Parque Natural da Ria Formosa situada no Concelho de Loulé, e com o objetivo de dar a conhecer esta importante área protegida, foram criados dois Trilhos da Natureza: o Trilho São Lourenço e o Trilho Quinta do Lago, que permite ao visitante usufruir de todo o esplendor da paisagem e observar a enorme diversidade biológica existente.

Cortesia:

As inscrições nas visitas devem ser efetuadas no secretariado, a partir das 14h30 do dia 23 de novembro até às 18h00 do dia 24 de novembro.

onda cor e branco.png